quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Aristides de Sousa Mendes













Aristides de Sousa Mendes e família


«Mas a vereda dos justos 
é como a luz da aurora
que vai brilhando mais e mais
até ser ser dia perfeito.» 
(Provérbios, 4:18)


Este singelo ser humano, diplomata de Portugal e de vocação
Merece ser lembrado com o carinho que não recebeu vivo.
Celebrando-o na poesia e na casa que foi sua habitação
Prestamos humilde homenagem ao homem que partiu cativo.

Europa, Europa, onde está a tua história e cultura
Se a memória de homens como estes lanças fora?
Que uma Alemanha, além de económica, madura,
Em Paz possa ressurgir mais Humana sem demora.

Mais que uma árvore no jardim do Holocausto
O seu nome deve ser lembrado na História
Pois certamente não viveu nenhum fausto
Nem conheceu em vida qualquer glória.


21.03.2014


sábado, 14 de junho de 2014

Rosas
















Em homenagem a Bira (03.10.1964-07.04.2014), por ocasião do 32º aniversário da Natália


Rosas para o meu amor
Mais que os cravos da liberdade
Complexas e com o fragor 
Da mesma cor que a saudade

Ao fundo da nave a cruz
Para o meu amor rosas
Verdade que sempre reluz
Palavras sempre gostosas

Finalmente a família em união
A rosa que tanto seduz
Floresce em grande paixão
A rosa na enorme cruz


24.06.2013


quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Pirâmide












Pirâmide de Gizé, Egipto


Do Egipto, ao profundo abismo 
Entre a Terceira e S. Miguel, nos Açores
Monumento perfeito que sobrevive ao sismo
Eis a enigmática pirâmide dos amores

Geometria singular, onde o topo
Afirma a identidade formal matemática
Com que, pela palavra agora coloco
Indescritível robustez de pedra gramática

Presente também no Sul da América
Talvez na essência da Atlântida
Na busca pela imortalidade feérica
Que o homem na ânsia tem sentido

Leva a questionar ao ser humano 
A ciência com que, tão belo, constrói
Monumentos que, após o cair do pano
Persistem, fazendo do grande arquitecto herói

Elevando-se da base de quatro pontos
Como orientação magnética, nada corroída
No topo está a áurea pirâmide.


26.01.2014 


segunda-feira, 3 de junho de 2013

Alentejo















Ponte de Valpoço - Pavia


Ao sul do rio Tejo
Ficam as mais soalheiras
Terras, o quente Alentejo
Gente de trabalho e canseiras.

O famoso celeiro de Portugal
E generoso no encorpado vinho
Interioridade com mar e sal
Famílias cuidadas em carinho.

Lendas dos egrégios avós
Ressoam contadas à lareira
Ou nos cantares de grave voz
Em coros da labuta trigueira.


21.05.2012

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Jesus




















Quinta das Lágrimas, foto Lince Cuidadoso


Só neste mundo
Vou sentindo a brisa dos anos passar.
Entrego-me à mais profunda dor, ao pesar
De cair neste poço sem fundo.

Oh! Alma Bela
Diz-me ao menos o que fazer, e a quem
Eu quero ser conquistado por alguém
Estou ansioso por bebê-la.

Apenas a morte
Poderá alguma vez trazer o conforto
De tanta má sorte, ela será o porto
No cimo do monte, um forte

sábado, 3 de março de 2012

Silêncio

Lisboa, Cais das Colunas
















Silêncio, manhã luminosa
Segredo sussurrado, subtileza
A vida é breve e formosa
Na poesia o homem goza a beleza

Nestas letras a tinta inscritas
Mora o sentido, razão de viver
Mais do que palavras escritas,
No espaço branco habita o ser

Cumprimos o fado tendo fé
Cantando a sorrir o "Cais do Sodré"
A vida é sonho, mas não a dormir
Mais do que poemas, vamos interagir

03.03.2012

domingo, 25 de dezembro de 2011

Para Outro Lado















Galicia, Antas de Ulle


Toda a vida a trabalhar
Com todas as forças lutando
Para este Mundo melhorar
Convivendo, sempre passando.

Das flores silvestres
Da Serra de Sintra
Às ruínas rupestres
Da Galiza, de Lisboa a Sesimbra

Castelos, praias e mar
Campo, árvores, abelhas
Tal como as ondas, retornar
Fazendo novas as coisas velhas.

Neste quintal à beira mar plantado,
Existia a mais maravilhosa horta
Que produz legumes e frutos e é a porta
... Para outro lado


13.11.2011