Igreja de S. Francisco de Assis (vista aérea a partir da Lagoa da Pampulha - D. Dabravolskas et al)
O amor é como uma montanha:
Quase que toca o céu azul turquesa;
Porém, baixas correm as nuvens
Maculadas pela dúvida e manha.
Nem os riachos alteram a branca veste
Do colosso sem limites nem margens.
Amando sempre reencontramos paisagens
Perdidas em poeiras de tempos imemoriais,
Rebanhos pastando em colinas de liberdade:
Todo o ar que respiramos, frescas aragens
Inspiram alegria através de mil pequenos sinais
- A alma se alimenta e prova a reciprocidade.
E quem me dera ter sempre a meu lado
O amor de quem guardo tamanha saudade
Qual a majestosa Serra de Minas é o alto fado.
Pudera entregar-me a pueris e divertidos jogos
De amor sem jamais renunciar a ser por igual amado
Ou permitir serrania a separar ou o fosso da idade.
1986






