sábado, 12 de setembro de 2026

Oráculo

 













A sombra do oráculo que nada esconde 

Busco acordado como vislumbrando em sonhos 

Quem, quando, como, porquê e onde 

Ouvindo deitado à sombra de medronhos. 


Dando ouvidos não a homens mas ao logos,

Entendendo não a parte mas o todo completo 

Percorrendo rios, mares, ares, terra e fogo 

Procurando não fechar o ser entreaberto.


Quem sou eu? Luta entre contrários

Ou concórdia pacificadora? Uno ou vários?

E quem és tu, leitor, que habitas o poema 

Senão o mestre com a resposta ao dilema?


10.09.2026

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